Esse é um termo que vamos ouvir cada vez mais e descreve o que será uma nova etapa na vida de leitores de todo o mundo: conteúdo multiplataforma, interativo, criativo, que une texto, imagem, vídeo, trilha sonora, e ainda pode ser complementado, compartilhado, comentado.

Os suportes para essa nova forma de “ler” já são muitos – e-readers, tablets, notebooks, smartphones, TVs – e as discussões sobre padrões de arquivos estão acaloradas, pois envolvem milhões de pessoas e cifras que ninguém consegue realmente projetar.

Todo esse movimento nos coloca, como profissionais do design gráfico, de novo num ponto semelhante aos que estávamos há 22 anos atrás, quando começamos a migrar para o desktop publishing e abandonamos de vez as pranchetas e as artes-finais em papel. E novamente há 16 anos, quando passamos a criar websites e tivemos que aprender o que quase ninguém ainda sabia sobre marketing digital.

O que nos anima a mergulhar nesse “novo mundo” é nossa experiência em acompanhar o mercado, buscar informação e conhecimento e, sobretudo, estar abertos para as novas estratégias de negócios. E uma vez que os suportes comecem a se definir quebrando antigos paradigmas, o que vai fazer a diferença realmente é a qualidade do conteúdo e do design, a eficiência da forma, a usabilidade, a maneira de apreender esse conteúdo. Um trabalho que vai unir gerações de profissionais em busca de experiências completas e satisfatórias para velhos e novos leitores.

Vamos nos reinventar... de novo!

Entre o discurso da sustentabilidade e a ação existe uma distância, mas vimos nos últimos anos importantes projetos em várias áreas tomarem forma e se concretizarem. Hoje eles são responsáveis por maior conscientização sobre meio ambiente, novos hábitos e novas propostas de gestão, busca por maior qualidade de vida, incentivo ao trabalho voluntário, colaboração entre profissionais para a criação de produtos e serviços relevantes para as pessoas, empresas e países.

A Arte já abraçou a discussão há tempos e produziu experiências incríveis, como as do artista norte-americano Moose e do brasileiro Alexandre Orion – o "grafite reverso". A proposta pega a administração pública de surpresa, sem saber se pune ou condecora os artistas! 

Algumas agências de publicidade também aderiram propondo aos clientes intervenções "efêmeras" e ainda assim impactantes, como as da inglesa Curb Media, que faz anúncios de areia, água, grama e outras intervenções que não deixam rastros.

Toda essa mudança de visão também nos levou a buscar mais eficiência nas peças desenvolvidas, desde a opção por papeis certificados, dimensionamento das peças, que são complementadas por ações digitais com menor impacto ambiental, uso de gráficas digitais para impressão sob demanda, indicação de brindes "verdes". 

Uma ideia simpática no campo do design gráfico ecoeficiente é a Ecofont. Sem serifas e com pequenos "furinhos" em seu desenho, promete economizar até 25% dos cartuchos de tinta ou tonner.

Há alguns meses, dando uma passeada pela internet, procurando inspiração para uma palestra sobre carreiras que íamos dar para jovens prestes a ser inscrever no vestibular, encontrei este vídeo que é praticamente uma homenagem ao Designer Gráfico, uma profissão meio incompreendida, que parece soar bem apenas em inglês (ou vocês acham que "desenhista gráfico" soa melhor?) e nem sempre é tão valorizada quanto merece.

Ele foi criado por três brasileiros da Pyx Motion Design, Matheus Moura, Bruno Malaco e Flávio Ribeiro, e ajuda a entender a importância desse profissional num mercado amplo e "embaralhado" como o da criação. Também vai servir para aqueles que têm dificuldade de explicar para as mães o que, afinal, fazem para viver...